terça-feira, 6 de novembro de 2012

O´Neill Coldwater Classic - Quatro Brasileiros seguem na briga




Os brasileiros não conseguiram aproveitar a primeira chance de classificação para as quartas de final do O´Neill Coldwater Classic na segunda-feira em Santa Cruz, na Califórnia, Estados Unidos. Mas, terão outra chance de avançar na repescagem que vai abrir o dia decisivo do penúltimo desafio do ASP Tour 2012 em Steamer Lane. O primeiro duelo será verde-amarelo, entre Gabriel Medina e Alejo Muniz. Na segunda bateria, Raoni Monteiro enfrenta o sul-africano Travis Logie. E na última, um confronto direto entre dois concorrentes ao título mundial, Kelly Slater e Adriano de Souza.
Adriano de Souza (Foto: Sean Rowland / ASP Images)
Adriano de Souza (Foto: Sean Rowland / ASP Images)
Na segunda-feira foram realizadas quatro baterias pela manhã para fechar a terceira fase e as quatro da primeira rodada classificatória para as quartas de final à tarde, na maré cheia em Steamer Lane.  Mineirinho foi o único brasileiro que competiu duas vezes. Na primeira, não deu qualquer chance para Patrick Gudauskas no último confronto da manhã em Santa Cruz. Respondeu todos os ataques do americano com uma onda melhor para vencer por 16,97 pontos, maior placar do dia.
Depois também surfou bem na disputa pela última vaga direta para as quartas de final, mas o australiano Matt Wilkinson vem sendo um dos melhores surfistas nas direitas de Steamer Lane e levou a melhor por 16,60 a 15,20 pontos. Agora terá um novo duelo com Kelly Slater, que tinha ficado em último na bateria anterior, vencida pelo francês Jeremy Flores. Desta vez, decisivo para Slater e Mineirinho na disputa do título mundial.
TOP-6 – Gabriel Medina também perdeu por pouco para outro australiano, Taj Burrow, que liderou quase toda a bateria com a nota 8 da sua segunda onda. O brasileiro chegou perto da virada a 12 minutos do fim, quando precisava de 7,61 pontos e recebeu 7,53. O placar ficou em 15,47 a 15,13 pontos e o sul-africano Travis Logie terminou em último com 12,67. No momento, Taj e Gabriel brigam pelo sexto lugar no ranking e podem decidir isso nas quartas de final, mas só se Medina conseguir ganhar a repescagem brasileira com Alejo Muniz.
O catarinense foi derrotado junto com o carioca Raoni Monteiro pelo líder da corrida do título mundial, Joel Parkinson. O australiano demorou para pegar a sua primeira onda, mas começou forte desfilando seus grandes arcos combinados com manobras executadas com bastante pressão no pé de trás para levantar água, sempre usando todo o espaço funcional das direitas de Steamer Lane. Com a nota 9,5 recebida nessa primeira onda, controlou mais uma bateria marcada por longos intervalos entre as séries. Tanto Raoni, como Alejo, só conseguiram surfar três cada um.
“Foi realmente muito fraco de ondas no início e não consegui nenhuma por cerca de 11 minutos”, contou Parkinson. “Esperei bastante porque preferi não perder meu tempo em ondas pequenas. Deu certo porque já consegui um 9,5 na primeira. Essa bateria era muito importante para mim porque já troquei resultado e aumentei meus pontos no ranking. Foi ótimo a decisão do título ir para Pipeline, então amanhã é um novo dia e ainda há muito trabalho a fazer”.
BRASIL NO G-10 – Além da briga do título mundial, o O´Neill Coldwater Classic é decisivo na batalha por vagas na elite dos top-34 do ASP Tour para 2013. Com a vitória na terceira fase sobre o gêmeo, C. J., Damien Hobgood entrou no grupo dos 22 primeiros do WCT, tirando o australiano Kieren Perrow dos que são mantidos para o próximo ano. Com isso, dispensou a vaga que tinha entre os dez indicados pelo ranking mundial unificado e quem passou a aparecer no G-10 foi o carioca Raoni Monteiro. No momento, é o décimo da lista, logo abaixo dos catarinenses Jean da Silva e Willian Cardoso no ASP World Ranking e acima do cearense Heitor Alves.
A bateria de Raoni com Travis Logie ganhou importância nesta disputa para os brasileiros. Se o sul-africano vencer, ultrapassa os quatro no ranking unificado e ainda tira de Heitor Alves a 22.a e última vaga nos top-22 do WCT . Raoni continuaria em décimo no G-10, mas ele e o cearense terão que decidir suas permanências na elite nas três provas do Havaí que fecham as duas listas para os top-34 do ASP Tour 2013. Para Jean e Willian, a batalha final para entrar nesta elite é só nas duas etapas do ASP Prime que abrem a Tríplice Coroa em Haleiwa e Sunset Beach.
QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar – US$ 13.750 e 5.200 pontos:
1.a: Taj Burrow (AUS) x vencedor da 1.a bateria da 5.a fase
2.a: Joel Parkinson (AUS) x vencedor da 2.a bateria
3.a: Jeremy Flores (FRA) x vencedor da 3.a
4.a: Matt Wilkinson (AUS) x vencedor da 4.a
QUINTA FASE – REPESCAGEM – Vitória=Quartas de Final / Derrota=9.o lugar – US$ 11.000 e 4.000 pts:
1.a: Gabriel Medina (BRA) x Alejo Muniz (BRA)
2.a: Raoni Monteiro (BRA) x Travis Logie (AFR)
3.a: Michel Bourez (TAH) x Damien Hobgood (EUA)
4.a: Kelly Slater (EUA) x Adriano de Souza (BRA)
QUARTA FASE – Vitória=Quartas de Final / 2.o e 3.o=Repescagem:
1.a: 15.47=Taj Burrow (AUS), 15.13=Gabriel Medina (BRA), 12.67=Travis Logie (AFR)
2.a: 14.77=Joel Parkinson (AUS), 11.93=Raoni Monteiro (BRA), 7.37=Alejo Muniz (BRA)
3.a: 15.87=Jeremy Flores (FRA), 13.50=Michel Bourez (TAH), 13.00=Kelly Slater (EUA)
4.a: 16.60=Matt Wilkinson (AUS). 15.20=Adriano de Souza (BRA), 10.37=Damien Hobgood (EUA)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Quiksilver Eddie Aikau - Pernambucano Carlos Burle na lista de convidados!!

Quiksilver Eddie Aikau
Por Karol Lopes    
Carlos Burle representa o Brasil na lista do Quiksilver In Memory of Eddie Aikau. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.
Danilo Couto é relacionado como alternate pelo segundo ano consecutivo. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.
A temporada havaiana mal começou e a lista de convidados para o 28º Quiksilver In Memory of Eddie Aikau já foi anunciada no North Shore de Oahu, Hawaii.

O período de espera para realização do evento começa no dia 1 de dezembro e vai até 28 de fevereiro de 2013 em Waimea Bay. A cerimônia oficial de abertura rola no dia 29 de novembro.

O processo de seleção deste ano foi alterado e passou pelos surfistas que realmente buscam as maiores ondulações do mundo. Cada um fez a sua própria lista de convidados e suplentes.

Com a apuração dos votos destes surfistas, os 24 mais votados formaram a lista de convidados. A Quiksilver escolheu mais um convidado por região, formando a lista final de 28 atletas.

O brasileiro Carlos Burle, campeão mundial de ondas grandes da temporada 2009 / 2010, é o único representante do país na lista principal da competição. Já Danilo Couto entrou como alternate pelo segundo ano consecutivo.

Entre as novidades na lista deste ano estão os havaianos John John Florence, Garrett Mcnamara e Ian Walsh e o norte-americano Alex Gray.

Em 26 temporadas, o Quiksilver Eddie Aikau aconteceu apenas oito vezes. As ondas precisam estar com no mínimo de 20 pés (aproximadamente 7 metros) em Waimea para a direção convocar os atletas. O campeão da última edição foi o norte-americano Greg Long, em 2009.

O evento é transmitido ao vivo pelo site da Quiksilver.


Quiksilver in Memory of Eddie Aikau 2013

Lista de convidados

Alex Gray (EUA)
Bruce Irons (Haw)
Clyde Aikau (Haw)
Dave Wassel (Haw)
Garrett Mcnamara (Haw)
Greg Long (EUA)
Ian Walsh (Haw)
Jamie O'Brien (Haw)
Jamie Sterling (Haw)
John John Florence (Haw)
Kala Alexander (Haw)
Kelly Slater (EUA)
Kohl Christensen (Haw)
Makua Rothman (Haw)
Mark Healey (Haw)
Nathan Fletcher (EUA)
Noah Johnson (Haw)
Peter Mel (EUA)
Ramon Navarro (Chi)
Reef McIntosh (Haw)
Ross Clarke Jones (Aus)
Shane Dorian (Haw)
Sunny Garcia (Haw)
Tom Carroll (Haw)
Carlos Burle (Bra)
Grant Baker (Afr)
Jeremy Flores (Fra)
Takayuki Wakita (Jap)

Convidados de honra (in memorian)

Donny Solomon (Haw)
Jay Moriarty (EUA)
Lester Falatea (Haw)
Mark Foo (Haw)
Peter Davi (EUA)
Tiger Espere (Haw)
Todd Chesser (Haw)
Andy Irons (Haw)
Marvin Foster (Haw)
Sion Milosky (Haw)

Alternates

Aaron Gold (Haw)
Andrew Marr (Afr)
Kalani Chapman (Haw)
Michael Ho (Haw)
Keone Downing (Haw)
Kahea Hart (Haw)
Brock Little (Haw)
Chris Bertish (Afr)
David Standt (Haw)
Mark Mathews (Aus)
Shawn Dollar (EUA)
Danilo Couto (Bra)
Jamie Mitchell (Aus)
Evan Valiere (Haw)
Gabriel Villaran (Per)
Danny Fuller (Haw)
Keoni Watson (Haw)
Ben Wilkinson (Aus)
Diego Medina (Chi)
Rusty Keaulana (Haw)
Derek Dunfee (EUA)
Anthony Tashnick (EUA)
Ken Collins (EUA)
Kealii Mamala (Haw)
Ross Williams (Haw)
Tau Hannemann (Haw)
Rusty Long (EUA)
Myles Padaca (Haw)

Galeria de campeões

1985 - Denton Miyamura (Haw)
1986 - Clyde Aikau (Haw)
1990 - Keone Downing (Haw)
1999 - Noah Johnson (Haw)
2000 - Ross Clarke-Jones (Aus)
2002 - Kelly Slater (EUA)
2004 - Bruce Irons (Haw)
2009 - Greg Long (EUA)

O´Neill Coldwater Classic - Brasileiros seguem se destacando





Depois de dois dias parado, o O´Neill Coldwater Classic retornou no domingo para um longo dia de disputas decisivas nas direitas geladas de 3-5 pés em Steamer Lane, Santa Cruz, norte da Califórnia. O paulista Gabriel Medina, 18 anos, o catarinense Alejo Muniz, 22, e o carioca Raoni Monteiro, 30, já passaram para a rodada das duas chances de classificação para as quartas de final, enquanto Adriano de Souza, 25, ainda vai fechar a terceira fase que será completada na segunda-feira nos Estados Unidos.
Na briga pelo caneco de campeão do ASP Tour 2012, Kelly Slater, 40, também avançou para a quarta fase e já adiou a decisão do título para a última etapa da temporada, o Billabong Pipeline Masters em dezembro no Havaí. Só ele vai brigar pela ponta do ranking com o líder Joel Parkinson, 31, na Califórnia. O número 3 do ranking, Mick Fanning, 31, ganhou a maior nota – 9,73 – do O´Neill Coldwater Classic, mas foi eliminado no segundo duelo do dia pelo potiguar Jadson André, 22. Foi só a primeira das sete vitórias brasileiras do domingo em Santa Cruz.
“Eu sabia que ia ser uma bateria difícil”, disse Jadson André, que depois foi barrado por Taj Burrow na abertura da terceira fase. “O Mick (Fanning) estava de olho no título mundial e eu tentando me manter no World Tour. Era uma bateria importante para nós dois. Ele começou com nove e pouco e isso vem acontecendo direto comigo, sempre com eles começando com dez, nove e meio. Tentei manter o foco e sabia que poderia obter a pontuação se tivesse oportunidade de surfar, então foi isso que aconteceu”.
Na terceira bateria, o havaiano John John Florence, quarto do ranking, também perdeu para o australiano Matt Wilkinson e saiu da briga pelo título mundial. Se Parko for finalista em Steamer Lane, também acaba com as chances de Mick Fanning e de Adriano de Souza, que confirmou o favoritismo contra o australiano Adam Melling no quarto confronto da repescagem. Mineirinho agora precisa passar pelo americano Patrick Gudauskas para continuar matematicamente nesta disputa, bem como para se manter no seleto grupo dos top-5 do WCT.
Gabriel Medina (Crédito: Kirstin Scholtz / ASP Images)
Gabriel Medina com seu aéreo matador nas esquerdas de Steamer Lane (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)
Quem já ameaça sua posição é Gabriel Medina, que repetiu a dose da sua estreia em Steamer Lane e achou as esquerdas no pointbreak de direitas para mandar seu aéreo reverse matador de frontside. O veterano Taylor Knox, 41 anos, liderou a bateria desde a nota 8,5 da sua primeira onda. Medina já tinha acertado um aéreo em outra esquerda, que valeu nota 7. Mas, o que ele arriscou no último minuto da bateria foi bem mais alto e recebeu 9,53 dos juízes, com um deles dando 10 para a perfeição da manobra do brasileiro. Com esta nota, o placar virou para 16,53 a 14,77 pontos.
“Eu só sabia que precisava de um 7 e pouco”, contou Gabriel Medina. “O tempo estava acabando, mas tive uma última chance e fui para o aéreo, então estou muito feliz por conseguir a nota para vencer. Antes da bateria, estava vendo o mar e entravam algumas esquerdas muito boas, com uma seção no final da onda. O vento está bom para os aéreos, então fui para eles e deu tudo certo, mas tive que correr atrás”.
DERROTA VINGADA – Medina subiu do oitavo para o sexto lugar no Speed Ranking do WCT, atualizado com os resultados do domingo na Califórnia. Ultrapassou Taj Burrow, mesmo com o australiano derrotando Jadson André na bateria que abriu a terceira fase, além de Julian Wilson, que foi eliminado pelo carioca Raoni Monteiro na repescagem. Valeu para vingar a injusta e polêmica derrota de Medina para Julian Wilson na bateria final do WCT de Portugal, com uma nota super valorizada da sua última onda. Desta vez foi ele quem saiu do mar inconformado com o resultado.
Raoni também surfou a melhor onda da bateria para despachar o sul-africano Jordy Smith na terceira fase, logo após a vitória de Gabriel Medina, de virada, sobre Taylor Knox. A nota 7,33 do seu ataque em uma direita que abriu uma longa parede para o carioca usar a força das suas manobras de frontside em Steamer Lane, fez a diferença para a vantagem no placar de 11,10 a 10,23 pontos. Raoni e o catarinense Alejo Muniz vão competir juntos com o número 1 do ranking, Joel Parkinson, na segunda batalha por vagas nas quartas de final.
Raoni Monteiro (Crédito: Sean Rowland / ASP Images)
Raoni já vem sendo chamado de “Matador de Gigantes” (Foto: Sean Rowland / ASP)
“Estou me sentindo bem, feliz e só querendo surfar”, falou Raoni Monteiro. “Estou voltando de uma lesão, passei três meses em casa e só penso em surfar, sem pressão por resultados. Está dando certo porque consegui um bom resultado lá em Portugal (onde derrotou até Kelly Slater na terceira fase) e gosto muito aqui de Santa Cruz, da água fria, então quero mesmo é aproveitar e estou feliz pela classificação”.
DEFENSOR DO TÍTULO – Alejo ganhou o duelo brasileiro da repescagem contra o defensor do título do O´Neill Coldwater Classic, Miguel Pupo. Foi uma das melhores baterias do dia, revivendo os grandes confrontos que os dois já travam desde o Sul-americano Pro Junior da ASP South America e dos tempos de amador pelo Brasil. O catarinense começou bem com notas 6,33 e 8,77 mostrando um frontside afiado nas direitas geladas de Santa Cruz. Pupo também atacou forte de backside e chegou perto da virada nas duas últimas ondas.
Na que fechou com uma batida vertical na junção, de cabeça pra baixo, precisava de 7,88 pontos e ganhou 7,83. Na última, buscava 7,28 e levou 6,13, se despedindo da luta pelo bicampeonato na Califórnia por 15,10 a 15,06 pontos, quase um empate. Depois, Alejo usou a mesma tática de escolher bem as ondas no início da bateria para liquidar o australiano Bede Durbidge na terceira fase, com as notas 6,33 e 7,00 das duas primeiras que surfou.
BRASILEIROS NA ELITE – A vitória valia o 16.o lugar no Speed Ranking e o catarinense também se distanciou da zona de perigo da batalha pelas últimas vagas no grupo dos 22 que são mantidos na elite dos top-34 da ASP para o Dream Tour de 2013. O Brasil já tem garantidos o próprio Miguel Pupo e os também paulistas Adriano de Souza, Gabriel Medina e Filipe Toledo como uma das novidades confirmadas para o ano que vem.
Alejo e Heitor, em 21.o lugar, estão entre os 22 primeiros do WCT e os catarinenses Jean da Silva e Willian Cardoso se classificando pelo G-10 do ASP World Ranking. A Tríplice Coroa Havaiana vai definir a relação final dos dez indicados pelo ranking mundial unificado, que será encerrado junto com o do WCT no Billabong Pipeline Masters. Para os que não fazem parte da elite atual, como Jean e Willian, a decisão das suas classificações será nas duas etapas do ASP Prime que abrem a Tríplice Coroa em Haleiwa e Sunset Beach, na ilha de Oahu.
QUARTA FASE CLASSIFICATÓRIA– Vitória=Quartas de Final / 2.o e 3.o=Repescagem:
1.a: Gabriel Medina (BRA), Taj Burrow (AUS), Travis Logie (AFR)
2.a: Joel Parkinson (AUS), Alejo Muniz (BRA), Raoni Monteiro (BRA)
3.a: Kelly Slater (EUA), Michel Bourez (TAH), vencedor da 9.a bateria da 3.a fase
4.a: vencedores da 10.a, 11.a e 12.a baterias da 3.a fase
TERCEIRA FASE – Vitória=Quarta Fase / Derrota=13.o lugar – US$ 8.500 e 1.750 pontos:
1.a: Taj Burrow (AUS) 14.83 x 12.17 Jadson André (BRA)
2.a: Travis Logie (AFR) 14.67 x 11.13 Adrian Buchan (AUS)
3.a: Gabriel Medina (BRA) 16.53 x 14.77 Taylor Knox (EUA)
4.a: Raoni Monteiro (BRA) 11.10 x 10.23 Jordy Smith (AFR)
5.a: Alejo Muniz (BRA) 13.33 x 11.30 Bede Durbidge (AUS)
6.a: Joel Parkinson (AUS) 15.63 x 12.43 Nat Young (EUA)
7.a: Kelly Slater (EUA) 15.84 x 14.77 Dusty Payne (HAV)
8.a: Michel Bourez (TAH) 12.40 x 5.27 Kai Otton (AUS)
———ficaram para abrir a segunda-feira:
9.a: Jeremy Flores (FRA) x Yadin Nicol (AUS)
10: Owen Wright (AUS) x Matt Wilkinson (AUS)
11: C. J. Hobgood (EUA) x Damien Hobgood (EUA)
12: Adriano de Souza (BRA) x Patrick Gudauskas (EUA)
REPESCAGEM – SEGUNDA FASE – Vitória=Terceira Fase / Derrota=25.o lugar – US$ 7.000 e 500 pontos:
1.a: Kelly Slater (EUA) 11.20 x 9.40 Jason Collins (EUA)
2.a: Jadson André (BRA) 14.10 x 14.06 Mick Fanning (AUS)
3.a: Matt Wilkinson (AUS) 14.50 x 8.66 John John Florence (HAV)
4.a: Adriano de Souza (BRA) 13.43 x 11.50 Adam Melling (AUS)
5.a: Raoni Monteiro (BRA) 14.44 x 13.67 Julian Wilson (AUS)
6.a: Owen Wright (AUS) 10.63 x 8.27 Tiago Pires (PRT)
7.a: Damien Hobgood (EUA) 15.50 x 12.94 Josh Kerr (AUS)
8.a: Jeremy Flores (FRA) 13.47 x 12.53 Kolohe Andino (EUA)
9.a: Adrian Buchan (AUS) 18.33 x 12.60 Kieren Perrow (AUS)
10: C. J. Hobgood (EUA) 12.57 x 10.53 Heitor Alves (BRA)
11: Alejo Muniz (BRA) 15.10 x 15.06 Miguel Pupo (BRA)
12: Bede Durbidge (AUS) 13.40 x 9.07 Brett Simpson (EUA)

João Carvalho – Assessoria de Imprensa da ASP South America – joao@aspsouthamerica.com.br

O'Neill Coldwater Classic - Alejo garante vaga para 2013


O'Neill Coldwater Classic
Alejo Muniz garante no mínimo o nono lugar na Califórnia. Foto: Luana Freitas.
Resultado praticamente confirma o catarinense na elite em 2013. Foto: © ASP / Rowland.
O catarinense Alejo Muniz foi mais um brasileiro a conquistar uma vaga na quarta fase do O'Neill Coldwater Classic no último domingo em Santa Cruz, Califórnia (EUA).

Depois de perder para Taylor Knox na estreia, em uma bateria que também contou com o australiano Julian Wilson, o local de bombinhas se recuperou.

Primeiro venceu o duelo verde-amarelo contra Miguel Pupo na repescagem e em seguida despachou o australiano Bede Durbigde no terceiro round. Logo depois da vitória ele falou com exclusividade ao Waves. 


Comente sua bateria contra o Bede Durbigde no round 3. 

Foi uma disputa muito difícil, porque nessas condições o Bede surfa muito bem. Minha tática deu certo e achei ondas boas. Acreditei muito no meu surf e consegui colocar bastante pressão nas manobras. Estava precisando muito desse resultado, já que garanti no minímo o nono lugar nesse evento, com isso praticamente me classifiquei para o ano que vem. Isso foi um peso que tirei das minhas costas.

Quais são suas expectativas para o resto do evento?


Estou bem focado para esse campeonato. Esse mar é muito bom para o estilo do meu surf, me encaixo muito bem em Steamer Lane, já conquistei bons resultados aqui. Depois que perdi nos últimos eventos eu sempre ficava pensando em Santa Cruz, porque sei que posso conquistar uma excelente colocação aqui.

O ano passado você conquistou execelentes resultados no circuito, mas nesse ano seu rendimento não foi o mesmo. O que aconteceu?

Esse ano foi difícil para mim, especialmente quando você tem uma grande temporada que nem eu tive em 2011, onde fiquei entre os Top-10 logo na minha estreia. No fim da última temporada acabei sofrendo uma lesão no Hawaii, onde estourei os ligamentos do meu tornozelo, por causa disso não consegui competir o Pipe Masters.

Estou muito feliz porque esse ano vou poder participar, o que será um sonho para mim. Apesar de estar correndo os eventos, só me senti 100% após a etapa de Trestles. No Brasil, por exemplo, consegui um bom resultado que foi a quinta colocação, mas estava sentindo muita dor, tanto que só surfava nas baterias, não conseguia treinar porque a lesão não deixava. Agora estou acreditando novamente no meu surf, colocando força nas manobras, minhas pranchas estão boas. Tenho tudo para fazer um fim de temporada muito bom.

O'Neill Coldwater Classic - Raoni segue derrubando os "inimigos"


O'Neill Coldwater Classic
Raoni Monteiro mostra que está recuperado da contusão no joelho sofrida em Fiji. Foto: Luana Freitas.
Atleta de Saquarema despacha Julian Wilson e Jordy Smith. Foto: © ASP / Rowland.
Mostrando que está totalmente recuperado da contusão sofrida no joelho durante a quarta etapa do World Tour, em Fiji, o carioca Raoni Monteiro venceu os dois duelos que disputou no segundo dia do O’Neill Coldwater Classic.

Primeiro ele passou pelo campeão do último evento, o australiano Julian Wilson, depois ele eliminou o sempre perigoso Jordy Smith.

"Estou muito feliz de ter passado essas duas baterias. Consegui virar ambas no final da disputa. O importante é você nunca desistir, não importa contra quem seja o confronto. Desde a época de amador aprendi que duelo só termina quando toca a buzina. Steamer Lane é uma onda muito difícil, você nunca sabe direito onde se posicionar. Comecei as disputas escolhendo as ondas erradas, mas depois consegui me achar e acabei conquistando as vitórias", disse Raoni.

O carioca lembrou dos difíceis momentos que passou quando estava machucado. "Fiquei três meses contudido, o que foi muito complicado. Como estou sem patrocinio, dependo muito das premiações dos campeonatos para correr o circuito. Graças a Deus, estou totalmente recuperado, fiz a preparação com meu pai e estou me sentindo muito bem novamente", contou.

Ele também falou sobre as expectativas para o resto da temporada. "Estou muito tranquilo, surfando com amor, do jeito que tem que ser. Sei que tenho grandes possibilidades de ganhar a vaga de widcard para o ano que vem, mas espero conseguir me qualificar pelo ranking. Cheguei até aqui com meus próprios méritos, e sei que posso me classificar. Vou provar para todo mundo que ainda tenho muito pela frente", comentou.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O'Neill Cold Water Classic - Assista o vídeo do 1º dia


O'Neill Cold Water Classic
Confira vídeo do primeiro dia
Por Redação Waves em 02/11/12 09:39 GMT-03:00
Gabriel Medina, local de Maresias, foi um dos destaques do primeiro dia do O’Neill Cold Water Classic, nona etapa do Circuito Mundial, realizada nas geladas ondas de Steamer Lane, Santa Cruz, California (EUA).

Clique aqui para ler a reportagem completa

Com uma atuação impecável, o garoto prodígio do surf brasileiro não deu chances aos australianos Bede Durbigde e Adam Melling. Logo no começo da bateria, Medina mostrou que não estava para brincadeira

CROWDJudging - Seja você o juiz da ASP



Amigos Surfistas,
Todo mundo viu a polêmica da Final da última etapa do WCT em Peniche/Portugal, onde o Gabriel Medina foi completamente injustiçado pelos juízes da ASP que deram uma nota surreal pra aquela ondinha do Julian Wilson (que sinceramente até eu fazia!!!). O acontecimento gerou uma onda de manifestações e protestos sobre o ocorrido em várias redes sociais e publicações especializadas como o Surfline.com, um dos principais portais sobre o esporte. Este tipo de situação não vem de hoje e existe até uma Tese de Doutorado do Pernambucano Breno Sampaio sobre o assunto e que foi publicado no site da revista Surfer, uma das mais tradicionais publicações sobre o esporte.
Pois bem, hoje começa mais uma etapa do WCT, o O’Neill Coldwater Classic Santa Cruz, e pela primeira vez o público do esporte, que assiste às Transmissões da ASP, poderá julgar as ondas dos surfistas em tempo real, utilizando o Twitter no site CROWDJudging. Essa iniciativa, tem por objetivo possibilitar obter a visão do público sobre cada onda surfada. Desta forma, acreditamos que o resultado seria muito mais justo. Pois, como alguns já sabem e todos deveriam saber, “Nenhum de nós é melhor do que todos nós juntos”.
ALOHA!!!